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Correr na Cidade

Sesamóidite... Diga lá outra vez...

Por Pedro Tomás Luiz:

Estava eu a sair de uma lesão e eis que, pela porta a dentro, surge outra... desta vez uma sesamóidite.

Este nome pomposo obteve da parte do pai o "sesamoi" (ossos do pé chamados desesamoides) e da parte da mãe o mundialmente famoso “dite” que penso dispensar apresentações.

sesamoids.jpg

 

Apesar de não muito conhecida, é uma lesão relativamente comum e muito associada a todos os desportos que envolvam corrida. As sua origem  provem essencialmente do impacto repetitivo sobre os pés, se bem que no meu caso, proveio de um trauma directo, o que traduzido em miúdos, significa um pontapé “à cristiano reinaldo” num belo menir.

 

O tratamento, na fase aguda, foi o clássico RICE (repouso, elevação gelo e compressão), coadjuvado por 7 dias de canadianas (continuamente repeti "mas que belo treino de bastões") e como o raça do pé teimava em não “desinchar” optei por realizar uma infiltração.

 

O resultado disto tudo foi um fim de época atribulado e antecipado, no qual vi escapar um dos meus objectivos para este ano a "Ultra de Gredos". Mas como alguém um dia me disse “Pedro as montanhas estão sempre lá e para o ano haverá certamente mais".

 

Ainda assim, só posso estar feliz porque no primeiro ano em que me aventurei na longa distância consegui completar 3 ultramaratonas (Abutres, Piodão e Arga), no Douro e Paiva passei a barreira da ultra mas não terminei (fiquei nos 45km ou nos 52km ) e tive a oportunidade fantástica de correr a maratona de Londres.

 

Agora é tempo de sarar as feridas, fortalecer o corpo e a mente e preparar os desafios do ano que aí  vem.

 

Moral: “as lesões fazem parte do pacote” e acontecem a todos. Verdade que acontecem mais a uns que a outros, mas para mim é mais uma etapa de aprendizagem na fantástica analogia entre a vida e a corrida.

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