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Correr na Cidade

Race Report: Trilhos dos Abutres 2020 - 30K

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Depois da minha participação nesta prova épica do trail em Portugal em 2016, foi só em 2020 que tive a oportunidade de voltar. Não foi por não querer, pois adorei a minha primeira experiência, foi apenas uma questão de circunstâncias. Há muito a dizer sobre esta prova, tão marcante no panorama do trail em Portugal, pois iria decidir os vencedores do Campeonato Trail Ultra da Associação de Trail Running de Portugal. Mas não é nisso que me quero focar hoje. Hoje quero partilhar a minha experiência nos trilhos mágicos da Serra da Lousã.

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O Ulisses apanhado pelo Zé das Fotos - as fotos já estão disponíveis!

Esta prova, por ser em Janeiro, tanto pode ser tranquila, caso as condições estejas boas, ou incrivelmente desafiante, com muita lama e mau tempo. Apanhamos um misto dos dois. Por um lado, a chuva forte que se fez sentir nos dias antes da prova fazia prometer trilhos bem enlamados. Po outro, felizmente, no dia da prova, fomos surpreendidos com 18 graus, zero vento e praticamente sem chuva, as condições estavam muito boas. Na verdade, nem cheguei a vestir o meu corta-vento que levava na mochila.

Do Correr na Cidade, este ano, fomos três elementos, o Ulisses, o Xiko e eu, todos na prova dos 30 km. Encontramo-nos na sexta-feira na sport-expo, no Mercado Municipal de Miranda do Corvo, o local (perfeito) onde acontece a partida e chegada das três provas (55, 30 e 20 km).

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Na semana antes da prova, sentia uma ligeira dor no lado exterior da canela direita. Quando corrida, sentia menos dor, era mais quando estava sentada ou de pá, parada. Seria um início de canelite? Decidi seguir as indicações da minha terapeuta Joana e aplicar bálsamo tigre e massajar. Quando na feira vi um stand com um produto para prevenir lesões e ajudar na recuperação, informei-me fiquei bastante interessada: F.I.T. Sportbalsem, à base de ingredientes naturais. Decidi aplicar na véspera da prova e não é que de manhã sentia bem menos dor na canela? E mesmo agora, depois da prova, parece que estou melhor do que antes da prova! Iremos investigar e testar um pouco mais este produto e daremos mais feedback em breve ;)

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E eu apanhada pelo Zé das Fotos - as fotos já estão disponíveis!

Jantamos cedo e deitamo-nos cedo também. Nestas provas a mais de 2 horas de Lisboa, prefiro ir sempre na véspera para ter uma boa noite de sono e evitar o stress na manhã antes a da prova. Ficamos num alojamento local em Miranda do Corvo. Assim, de manhã, estávamos frescos e fofos para começar a prova em grande. Encontramos os Miguel Judas que tinha os nossos bastões que tinha os levado de uma prova nos Açores na sua mala de porão. Nesta prova, acho que a maioria dos participantes não tinha bastões, mas pessoalmente, para provas a partir de 1500m de D+ gosto de levar. Gosto de “não ter desculpa” e prevenir. E na verdade, dei bastante uso aos bastões. Só os devia ter guardado no mochila nos últimos 10 km da prova, onde não fizeram falta mas estávamos confusos e estávamos a contar com mais uma valente subida, só que não…

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A prova começou “bem”... ao km 3, num dos passadiços em madeira, escorreguei e caí. Não sei se fiquei mais assustada com a queda em si ou com as pessoas todas à minha volta a perguntar se estava bem! Doía-me a perna, mas também senti logo que não era nada de grave. Respirei fundo e segui o conselho de uma miúda que disse que “parar seria pior”, e continuei num trote calminho até recuperar a respiração. Felizmente não foi nada de grave, só umas nódoas negras. 

200201-34740.jpgO Xiko também foi apanhado pelo Zé das Fotos - as fotos já estão disponíveis!

Adoro correr na Serra da Lousã e esta prova é particularmente bem organizada. Os trilhos são lindos, lindos, descidas incríveis que me provocam um sorriso daqueles gigantes. E para nos animar, vamos passando por algumas aldeias de xisto onde os locais e amigos e familiares dos atletas nos apoiam muito. É lindo mesmo! Cruzamo-nos várias vezes com a família do Ulisses e ainda encontramos o nosso amigo “Tostas” a apoiar-nos numa subida épica. Para mim, os 30 km são a distância certa nesta prova. Cheguei bastante satisfeita e sem estar demasiado moída (podem ver o meu Strava aqui).

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Em termos de equipamento, levei o meu colete na Kalenji e calçado Merrell que tanto adoro para estes trilhos. No que toca à alimentação, foi 100% Tailwind, em 1,5 L de água (3 soft flasks) e ainda bebi uns copos de água nos abastecimentos e umas tostas de sal. Para recuperar, o belo do Recovery, também da Tailwind, que tanto me satisfaz :) Penso que é este equipamento e alimentação são a minha receita perfeita e irei replicar nos 55 km na Terceira no final de Março. 

No que toca à organização da prova, acho que é das melhores organizações que há. Desde a sport-expo, à zona de partida e chegada, aos voluntários, aos abastecimentos e sinalização, tudo impecável. O facto de as provas dos 50 e 30 km terem um grande troço em comum nem sempre é fixe porque temos que ceder passagem em trilhos estreitos mas faz parte e, por outro lado, também cria uma interação gira entre atletas. Para o ano, gostava de participar novamente. Vejamos como corre o sorteio (sim, para participar nesta prova, há um sorteio!)... 

E tu, o que achaste dos Abutres este ano?

2 comentários

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    Bo Irik

    04.02.20

    Hey Nuno, obrigada! Parabéns a ti também! Espero que tenhas adorado também! Sim, fomos a puxar bem na 2a parte, mas podíamos ter puxado mais, estavamos a conter-nos um bocado na expectativa de mais uma subida. Estávamos a contar com quase 2000m de D+ em vez dos 1500 eehehe enfim, às tantas a cabeça já confunde provas e tudo! Continuação de uma boa recuperação!
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