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Correr na Cidade

Race Report: o regresso a Casaínhos

Por: Sílvio Horta

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Voltei a esta prova pelo segundo ano consecutivo porque é uma prova relativamente curta (15km), de trail e perto de Lisboa. Uma factor adicional para participar é o facto de ser quase uma prova familiar com montes de caras conhecidas do mundo das corridas como o Filipe Torres, o Luís Sommer Ribeiro, o Miguel Serradas Duarte e a restante pandilha do Monsanto Running Team e a malta do Correr na Cidade (o Tiago Portugal, o Pedro Luís e a Bo Irik).

 

Apenas uma semana depois da Maratona do Porto, sentia-me estranhamente solto. Como saí de casa à pressa levei apenas o essencial para a prova: t-shirt, calções, meias, sapatilhas e relógio. Depois de umas quantas fotos da praxe e de pôr a conversa em dia, coloquei-me no meio de pelotão para a partida. Saí forte para conseguir progredir bem a partir do 2km onde começava uma série de single tracks.

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A prova começa a subir praticamente desde início (600m). Ao 3km chegámos ao ponto mais elevado da prova com 362m. No topo estava um pouco de vento fresco o que permitiu refrescar. Descemos um pouco para voltarmos a subir novamente. Caminhei a primeira vez numa curta subida para recuperar o fôlego. Após essa subida tivemos um bom período em que estivemos a descer por um single track algo técnico com alguma pedra solta e inclinação lateral.

 

À entrada do Parque Municipal do Cabeço de Montachique estava o primeiro abastecimento. Sem parar de correr retirei um copo com água e continuei a “dar-lhe gás”. Após o abastecimento tivemos um km em que estivemos sempre a descer no terreno até surgir uma nova subida com cerca de 800m de extensão. A partir daí tivemos um período onde estivemos a descer numa extensão de quase 2km até ao ponto mais baixo da prova (136m) por um estradão com muita pedra solta.

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Felizmente o dia estava seco e o piso não estava escorregadio. Chegámos então ao ex-libris da prova: uma parede colossal para escalar. Esta parede está disfarçada, no início só conseguimos ver apenas metade da subida e quando chegamos a meio do percurso é que vemos que vamos sensivelmente a meio da escalada. Como já conhecia o percurso, fui subindo sem olhar muito para cima. Ia também distraído pelo alvoroço que ia a decorrer atrás de mim já que a malta dos esquilos vinha em amena cavaqueira dizendo piadas uns aos outros. Neste grupo vinha também um atleta que ia a incentivar o pessoal, a dizer coisas como “vamos pessoal”, “força campeões”, “está quase”! Passou por mim e por mais uns quantos que iam à minha frente e quando chegou ao topo sentou-se e começou a puxar pelos outros que iam a trepar a parede.

 

Não sei se foi por ir distraído com a conversa do pessoal que ia atrás de mim ou se estava melhor preparado, mas este ano esta parede pareceu-me mais uma subida do que uma parede! No topo havia um abastecimento onde aproveitei para beber água, comer 2 cubos de marmelada e levar um pedaço de laranja. Aproveitei o km seguinte, o 10km, para recuperar visto que era a descer. Surgem depois uma série de pequenas rampas onde optei por caminhar para recuperar para o resto da prova.

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De seguida, novo km novamente a descer estando já muito perto de Casaínhos. No entanto, sabia que a prova ainda estava longe de acabar e que ainda havia mais umas quantas subidas reservadas. Durante toda a prova, e em especial no atravessamento de estradas, havia muitas pessoas da organização a indicar o caminho ou a parar o trânsito. Transpostas 2 subidas já se via o campo de futebol ao longe, no entanto, ainda faltavam cerca de 2km para o fim. Na última subida estava o primeiro classificado que já tinha acabado a prova, o Hélio Fumo, a apoiar o pessoal. O atleta que ia à minha frente tropeçou numa raiz ou numa pedra e deu uma queda valente. Apesar disso levantou-se rapidamente e seguiu por isso pensei que estaria bem e segui também. Cheguei à meta com um tempo final de 1h35m tirando praticamente 4 minutos ao tempo do ano passado. 

 

Até para o ano!

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