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Correr na Cidade

Race Report: Extreme West Atlantic Adventure '19 (parte 2)

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Sei que já passou algum tempo, mas não queria deixar de partilhar uma Race Report minha sobre esta experiência incrível. A Sónia Tubal, já partilhou a sua experiência aqui no blog e eu fiz relatos diários em vídeo depois de cada etapa e também já partilhei 5 razões para participar na Extreme West Atlantic Adventure, mas ainda assim, segue mais um relato da experiência no seu todo

Não tenho dúvidas. A Extreme West Atlantic Adventure foi das experiências de trail mais épicas que já tive. O meu grande objetivo de running de 2019, a Maratona de Amsterdão, passou para segundo plano quando fomos convidados a participar na Extreme West Atlantic Adventure nos Açores. 

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Nos dias 13, 14 e 15 de Setembro, o Xiko e eu exploramos as ilhas mais ocidentais do Arquipélago dos Açores, Flores e Corvo, a fundo! A aventura começou com uma escala na ilha de São Miguel. Como só tínhamos uma tarde e noite nessa ilha, decidimos alugar uma scooter para explorar um pouco a ilha. Foi a melhor coisa que podíamos ter feito! Recomendo vivamente. O senhor do aluguer do scooter sugeriu um itinerário na zona Oeste, das Sete Cidades, e adorámos! Recomendo vivamente, as estradas lindas, rodeadas de paisagens únicas e aromas intensos sentem-se melhor de scooter ;) Apanhamos uns pequenos chuviscos, mas isso não mata ninguém!

São Miguel Scooter.jpg

Depois da nossa voltinha, passamos na Decathlon, pois quisémos ir comprar uns bastões. Na verdade, cerca de 20 dias antes da prova, como não sabíamos se os nossos bastões seriam permitidos na bagagem de mão da Ryanair, decidimos enviar os nossos bastões por correio diretamente às Flores. Custou-nos 7,5€ e pareceu-nos a solução perfeita, pois chegariam dentro de 15 dias. Só que não! Estivemos sempre em contracto com a organização da prova para ver se os nossos bastões já tinham chegado, mas nada, e nem vieram devolvidos. Chegaram em meados de Outubro! Se quiserem enviar os bastões por CTT, façam-no com tracking e com ainda mais tempo ;) Enfim, compramos bastões na Decathlon, pois quase 5000m de D+ em 3 dias, merece uma ajudinha! E sabíamos que na Sata, que faria a ligação para a ilha das Flores, seria permitido viajar com bastões, desde que fossem despachados para o porão.

Dormimos apenas uma noite em Ponta Delgada, num hostel chamado Peter’s House (recomendamos) e daí apanhamos um taxi de manhã cedo ao aeroporto para apanhar o avião para a ilha das Flores. Como o avião fazia escala na Horta, ainda demoramos umas 2 horas. Eram 11h quando aterramos e o autocarro para o local de partida da primeira etapa sairia às 14h, portanto tivemos que nos despachar. Em Santa Cruz das Flores, tudo se faz a pé, do aeroporto aos principais hotéis e restaurantes, tudo a pé! No entanto, tivemos a sorte da querida Renata da organização nos vir buscar para “pouparmos as pernas” e deixou-nos no hotel. Para comer algo antes da prova, pedimos ao senhor do hotel se nos podiam preparar o almoço. E assim foi. Fomos para o quarto equipar-nos e depois foi só descer para almoçar e depois ir a pé ao Museu para levantar os dorsais e apanhar o autocarro para a partida. 

Segue o video report da primeira etapa, as “Escadinhas do Céu” - 7K - 900m D+ (Strava):

Depois da primeira etapa, fomos fazer “crioterapia” numa piscina natural ao pé do nosso hotel, e depois jantamos com um grupo no restaurante O Moureão onde o Mero grelhado (um peixe típico dos Açores) é a não perder! Depois do jantar, seguimos rapidamente para o hotel para descansar o máximo possível antes de apanhar o barco às 8h da manhã seguinte para o Corvo.

Segue o video report da segunda etapa, até ao Caldeirão do Corvo - 19K - 950m D+ (Strava):

O Corvo foi deslumbrante. Ainda agora, no momento que escrevo isto, consigo sentir o “wow” que nos apodera quando vemos a imensidão do caldeirão do Corvo. Foi incrível mesmo. Depois do segundo dia, já estávamos bem cansadinhos e decidimos jantar o mais cedo possível, com um grupo mais pequeno, no simpático restaurante “A Sereia”. Mais uma vez, deitamo-nos bem cedo para de manhã, apanhar o autocarro para a Fajãzinha, de onde iria partir a terceira e última etapa desta grande aventura. 

Segue o video report da terceira e última etapa, a mais longa, na ilha das Flores - 34K - 2000m D+ (Strava):

A nível de equipamento, acho que acertei na perfeição. Aprovei as primeiras duas etapas mais curtas para gastar os últimos cartuxos dos meus Merrell AllOut Terra e na terceira etapa levei também Merrell, os AllOut Peak que fornecem mais amortecimento e conforto. Levei sempre o meu colete e bastões. Acho que nunca dei tanto uso a bastões. Recomendo mesmo, não só para aliviar as pernas nas subidas, mas também para servir de apoio nas descidas super técnicas que caracterizam estas ilhas. Tivemos sorte com o tempo, o corta-vento ou impermeável, nem usei!

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No que toca a alimentação, tanto o Xiko como eu, fizemos os três dias com Tailwind. É realmente um energético / isotónico muito agradável para o estómago e o facto de estar diluído com água, permite consumir o produto de forma muito gradual. Também o Rebuilt da Tailwind foi crucial. Andamos sempre com o nosso shaker com Tailwind atrás para, depois de cada etapa, ser só juntar água e consumir. Ambos os produtos da Tailwind estão aprovadíssimos, de tal forma que, na Maratona de Amsterdão, o Xiko e eu também levámos Tailwind para durante e pós-prova. Experimentem! É 100% natural e está disponível em embalagens de 500gr para poupar plástico.

 

 

Para quem pensa participar na Extreme West Atlantic Adventure, seguem algumas dicas muito práticas:

  1. Comprar voos pela Sata. Embora não seja propriamente fã desta linha aérea, vale a pena comprar os voos atraves dela porque, em caso cancelamentos por motivos de mau tempo ou avarias (o que nos aconteceu e é bastante frequente), a Sata trata das novas ligações. Nós compramos pela Ryanair, e embora fosse a Sata a operar o encaminhamento, a Sata não assume a marcação da nova passagem para Lisboa em caso de cancelamento e consequente perda do voo de ligação. 
  2. Não esquecer de ver opção para os bastões, marcar mala de porão ou então tentar enviar por correio, mas com mais tempo e com tracking ;)
  3. A nível de estadia, a ilha das Flores não tem muita oferta. Nós ficamos hospedados no hotel Serviflor. Pode não ser o hotel mais moderno mas o atendimento é muito bom e tudo foi impecável. Ah, e o restaurante do hotel é muito bom!
  4. Planear bem as necessidades de equipamento e nutrição, pois na ilha das Flores, não há Decathlon nem Sport-expo. Convém calcular bem quanto Tailwind ou gel iremos necessitar e ver o equipamento necessário (e obrigatório) para a prova como muito cuidado.
  5. Nas etapas que não terminem perto do alojamento, recomendo levar uma mochila com uma muda de roupa, toalha e fato de banho. Há muitas piscinas naturais e ajudam na recuperação ;)

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Em suma, foram dias que nunca esquecerei. Fiquei completamente apaixonada pelas paisagens selvagens destas duas ilhas. E voltei a apaixonar-me pela excelente organização que da Azores Trail Run. Uma prova por etapas envolve muita logística e foi tudo executado na sua perfeição. 

E tu, já correste uma prova por etapas? O que achaste? Para mim,  pela beleza das paisagens, pelo convívio de um pequeno grupo de atletas e pela excelente organização que é o Azores Trail Run, valerá, sem dúvida, a pena! Ainda não te consegui convencer? Lê aqui 5 razões para participar na Extreme West Atlantic Adventure

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