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Correr na Cidade

SNR 2014: Melhor que a primeira

 

Por Filipe Gil:

 

Dizem que não se deve voltar a um sítio onde fomos felizes. A segunda edição da Scalabis Night Race comprova que isso é mentira, pois esta segunda corrida noturna de Santarém, organizada por aquela que é para mim a crew mais interessa de Portugal, os SNR, foi melhor que a primeira. Melhor organizada, com mais gente e com uma cidade menos estranha a esta festa do desporto e cultura. É caso para dizer que se Santarém estranhou a primeira edição, passou a entranhar-se com a corrida nesta segunda.

 

 

Apesar dos membros do Correr na Cidade Running Crew não estarem todos presentes ainda fomos uns oito (mais três elementos "emprestados": o Frederico, irmão do Tiago, o nosso amigo Nuno e a nossa amiga ribatejana de Benavente, Susana), e foi muito, muito divertido. Aproveitamos também para estrear o novo hoodie da crew (foto acima).

Como um dos nossos crew members é de Santarém, o Nuno Ferreira, a vida foi-nos facilitada porque quando ainda faltavam umas horas de prova e as barrigas já começaram a fazer barulho, ele a mulher ofereceram-nos uns magníficos pampilhos da Bijou. Estivemos na conversa e no convívio entre nós e com outros corredores nossos conhecidos durante algum, até nos darmos conta que faltava pouco tempo para a prova. Fomos para o parque de estacionamento para equipar e depois aquecer, ou melhor fingir que aquecemos, mas a excitação e o nervosismo fizeram o resto.

Entre a preparação e aquecimento, aproveitámos para tirar algumas fotos à crew+amigos e às meninas da Crew (só faltou a Carmo Moser que, como leram neste post, anda a correr pelo Nepal) que estrearam os novos equipamentos da ASICS que as irão acompanhar nas provas e treinos das próximas semanas (e também no treino Just Girls de 31 de maio). Todo o material está a ser testado e elas darão conta disso em breve aqui no blogue.

 

 

Todos fizeram bons tempos, todos se esforçaram, todos nos apoiamos mutuamente (que é o mais importante). Alguns de nós bateram recordes da distância, e todos nos divertimos muito. Quem se estreou na prova ficou a perceber a minha excitação com os 10K de Santarém à noite. Não fui o único a arrepiar-se com a voz do Paulo de Carvalho na canção que deu o mote à revolução dos cravos. Esta parte da prova é mesmo o tónico final para um último km a puxar.

 

Pessoalmente, foi um misto de regozijo e esperança. Esperança porque apesar de dores contínuas no joelho direito - voltaram na passada quinta-feira - e de ter feito os 10K sempre com um grande incómodo, consegui fazer um tempo respeitável: 51:46 segundo meu Garmin. Curiosamente ou não, tive uma conversa antes da corrida com um grande corredor, o David Faustino, que me falou sobre as dores que tem quando corre e como vive bem com elas, disse-me que até estranha quando corre sem dores.

Inspiraram-me muito estas palavras, pois podia ter vacilado muito mais à dor e as palavras do David ecoaram-me na cabeça durante parte da prova. Isso e a voz incansável do Tiago Portugal que decidiu fazer os 10K de Santarém a puxar por mim lado a lado, quando ele podia ter ido muito mais rápido. Já o disse várias vezes, mas nunca fica demais indicar publicamente: Obrigado Tiago, é isto o espírito de running crew!

Se comparar com o tempo que fiz o ano passado, abaixo dos 50 minutos (49 e qualquer coisa) a corrida correu pior, mas para quem vem de uma série de lesões desde novembro, só posso olhar com regozijo estes saborosos 10K. Espero que seja o meu grito do Epiranga para voltar a correr mais rápido e com mais frequência e dizer adeus às lesões que me fustigam há quase 5 meses. Desejem-me sorte.

 

 

Para finalizar mais esta running trip, a Crew acabou a prova de Santarém a comer um delicioso bolo de limão e morango, feito pela Bo, para celebrar o aniversário da Ana Guerra (que bateu o seu record aos 10K) num dos parque de estacionamento locais.

E assim nos despedimos de Santarém, entre risadas, calendarização de futuras provas e muitas ideias para os próximos projetos da crew - e são muitas - fiquem atentos. Como alguém costuma dizer: esta crew não pára.Literalmente!

 

Avaliando sintéticamente esta prova:

 

Pontos positivos -

# A evolvência e simpatia da organização com os participantes.

# Mesmo com uma prova forte a decorrer em Sintra (a BES Run) a prova de Santarém esteve lotada com muitas caras conhecidas das provas da grande Lisboa.

#O circuito é muito bonito

#O incentivo do público em alguns locais da prova (podem vir a provas em Lisboa mostrar como se faz?)

#O humor da sinalética (A dor de burro....)

Pontos negativos -

#Alguma confusão com os dorsais. Espero que tenha sido pontual, mas há trocas de escalões e de nomes dos dorsais. Mas conheço a organização e sei que vão resolver a questão atenpadamente. 

#Uma prova assim já merecia uma medalha

# O tempo de espera para as bifanas quando os corredores estavam esfomeados. Algo a rever na próxima edição.

 

Em suma: continua a ser o melhor circuito e a melhor prova de 10K que já fiz. E já fiz algumas...

Venha a edição de 2015!

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