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Correr na Cidade

Crónicas de uma lesão: 4 km maravilhosos

Captura de ecrã 2014-01-4, às 18.48.10De férias nas serras – como lhe gosto de chamar – e quase uma semana sem correr – a última vez foi na São Silvestre de Lisboa - a lesão melhorou. Estive praticamente sem dores apenas com dor quando fazia pressão numa parte da fascia plantar.No dia 31 fui mostrar neve ao filho mais velho, na Serra da Estrela, e andei em cima do gelo durante quase 1 hora sem sapatos apropriados. Isso alterou logo o estado do meu pé, nessa noite voltei a sentir a planta do pé tensa e com alguma dor. Comecei o ano com dores no pé.O dia de quarta-feira foi passado a colocar quente e a passar com a bola de golfe pela parte dorida. Curiosamente a dor mudou um pouco, agora conseguia-a sentir mesmo ao longo da fascia plantar e não apenas numa zona localizada. Com tanto alongamento, bola e quente, na quinta-feira acordei sem dores. E na sexta ou mesmo. Aliás, na sexta tinha uma sensação de quase curado. Andei, saltei, alonguei, estiquei e nada de dor. E quase que nem me doía ao pressionar com a mão na planta do pé. Pensei ser a melhor altura para ir experimentar a lesão e ir correr um pouco.No final do dia, já em Lisboa, fiz-me à estrada. Aqueci um pouco e andei cerca de 500 metros antes de começar e correr e lá fui. E a sensação foi fantástica. Sem quaisquer dores, sem quaisquer impressões na planta do pé. O sentimento condizia com a música que ouvia nos headphones “Happy” de Pharrel Williams. Pensei para mim: “estou curado”. Quase que chorei, acreditem. Parece que o pior já tinha passado. E assim continuei  até ao km 4.Aí comecei a ter uma sensação de pressão no calcanhar, não liguei muito, mas decidi não abusar da sorte e em vez de correr 12K previstos, alterei os planos para correr apenas 8k. Chegado ao 6K e a dor já me fustigava – porém um pouco diferente das dores que me têm acompanhado a correr.Decidi parar por uns momentos e fazer um alongamento ao pé durante uns 30 segundos. Depois deste exercicio voltei a sentir-me sem dores. Mas passados 500 metros a dor reapareceu. E voltei a fazer o mesmo (é a zona encarnada no mapa acima), durante 1 minuto – nessa altura passa por mim um casal de corredores e o homem parou para saber se eu estava bem, não sei se ele segue o blog, mas fica aqui, mais uma vez, os meus agradecimentos.Nessa altura estava a menos de 2K de casa e apesar da dor decidi continuar a correr. A dor é suportável e o que não estava a suportar era mesmo a ideia de que afinal ainda não estava curado, apesar de há escassos 20 minutos atrás pensar que sim. E, resumindo, a fascite continua aqui, embora bem diferente do início.No final do dia lá voltei ao tratamento: bola a rodar debaixo do pé, aplicação de quente e alguns alongamentos. Hoje, 24 horas depois da corrida, já me doeu o joelho (a parte detrás), já me doeu a planta do pé, já me doeu só a parte do calcanhar. Já tive momentos em que não me dói nada. Voltei a comprar Arnica para tentar melhorar a dor.Vou voltar ao tratamento com a Drª Sara Dias algures durante esta semana (e analisar se se deve ter outra abordagem ou eu ter mais paciência) e já desisti de ir fazer algumas das corridas que pretendia fazer, tais como os 20K de Cascais, os 25K dos Trilhos de Bucelas. Já só espero estar pronto para a Corrida da Árvore no final de fevereiro.Sei que estou num estádio da lesão bem diferente do que tinha há 3 semanas, a dor é bem menor, mas apesar da disciplina que tenho colocado no tratamento o meu corpo não está a ajudar. Irrita-me esta lesão que vai e vem, que uns dias parece estar curada, que me permite fazer os 10K da São Silvestre sem dores, e fazer 4K impecáveis, e depois volta para trás. No meio disto tudo já convinha alguma sorte, não?

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