Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Palmela Run – a corrida solidária e ideal para principiantes

IMG_7942.JPG

O kit original - estas toalhas dão imenso jeito

 

Há já algum tempo que não corria numa prova oficial, ou melhor, há já algum tempo que não corria. Sim, as desculpas são sempre as mesmas: a falta de tempo, o calor, não apetece, etc. Mas não quis deixar de participar na prova Palmela Run, não só por ser uma prova relativamente fácil (quando comparada com outras provas) e por ter um caráter solidário.

No sábado, o calor deu alguma trégua e o tempo adivinhava-se fresco para esta prova. Já conheço um pouco da cidade e não foi difícil chegar até lá e estacionar. Perto do local da Partida, reparei que o ambiente era de festa e o levantamento dos dorsais foi (novamente) dos mais rápidos que tive. Tentei reconhecer algumas caras conhecidas do mundo das corridas, mas não reconheci ninguém. Achei estranho, mas compreensível.

IMG_7940.JPG

Chegámos cedo...

 

Para mim, esta prova serviu para testar os Berg Jaguarundi noutro tipo de terreno e dificuldade (o teste final seria no Louzantrail, mas não foi possível) e os produtos da Tailwind (o stick pack sabor natural e o soft flask). Como esta prova era de 12,5 Km, com 400D+ de altimetria, com tempo fresco e com um abastecimento ao Km 7,5, decidi não levar a minha mochila e levei apenas o soft flask com o Tailwind lá dentro. No final da prova conclui que esta decisão foi acertada, pois não tive necessidade de beber ou comer mais nada e corri bem mais leve.

Voltando ao início da prova, o Nuno Abílio fez as honras da casa ao dar o briefing da prova e que, para mim, se revelou muito útil, pois ajudou-me a controlar melhor o esforço durante a prova. Dado o tiro de partida, a prova começava com uma pequena rampa inclinada e depois com uma descida em calçada para nos afastarmos um pouco do centro da cidade. Quem me conhece sabe que adoro estas descidas e costumo apanhar um bom balanço, destacando-me de muitos dos que vão à minha frente. Ao descer com estas sapatilhas na calçada, relembrei-me da sensação de correr com outras (Asics Kayano 21) e na segurança que estas me transmitiam.

Tobias Rocha.jpg

Foto tirada pelo Sr. Tobias Rocha - Fomos apanhados com as novas t-shirts!

 

A prova continuou durante algum tempo em estradas de areia que ligavam algumas quintas da zona e que permitiam esticar um pouco as pernas. Um pouco mais à frente, cruzámo-nos com a malta da caminhada e aí sei que perdi muito tempo: o percurso era uma descida por uma espécie de escadas de madeira, feitas com tábuas que pareciam as dos carris dos comboios. O problema era que, não só as tábuas estavam um pouco afastadas umas das outras, como muitas delas não estavam bem presas. Por isso, este percurso foi feito mais lentamente. Passada esta etapa, apanhámos uma estrada que permitiu voltar a esticar as pernas. Durante este percurso passámos por algumas pessoas que nos deram aplausos de incentivo que souberam mesmo bem.

IMG_7947.JPG

Mesmo cansada, não perco o meu sorriso :) 

Chegada ao abastecimento, voltei a juntar mais água no soft flask e comi algumas batatas-fritas. Sabia que tinha comido bem antes da prova, estava bem, não tinha fome e a energia proveniente do Tailwind era suficiente para aquela etapa. Já tinha começado a sentir alguma fraqueza nas pernas e sabia que a parte mais dura da prova vinha já de seguida – a subida ao Castelo de Palmela – e que, segundo o Nuno Abílio, o ideal era subirmos antes de ficar de noite.

Confesso que a subida ao Castelo de Palmela foi dura e feita a passo de caminhante, mas queria reservar alguma energia para a descida até à meta. Conseguimos chegar ao Castelo antes de anoitecer, mas as pernas reclamavam algum descanso. Neste ponto tive a consciência que o problema não estava na alimentação, mas sim na falta de treino. Não tinha nenhum objetivo de tempo de prova em mente, mas gostava de fazer em menos de 2h00. E consegui, apesar de ter perdido mais de 9 minutos nas escadas de madeira.

IMG_7951.JPG

Parabéns aos vencedores! 

No final, tivemos direito a um pão com chouriço quentinho que me soube muito bem e um ambiente de grande festa naquele largo!

Esta prova é excelente para quem quer estrear-se em provas de trail ou voltar a estas provas. A organização é muito dedicada e simpática e isso é algo a que eu dou muito valor. O percurso é bonito e a chegada ao Castelo faz-nos lembrar que todo o esforço valeu a pena.

Boas corridas!

Preview: Merrell Agility Peak Flex

20170531_130449384_iOS.jpg

Chegou recentemente ao mercado o novo modelo para trail da Merrell, os Agility Peak Flex.

 

Depois de usar até à exautão o modelo All Out Terra Trail, meus companheiros quase inseparáveis, estoua  ter oportunidade de testar este novo modelo da Merrell para os trilhos e após a primeira sensação é: 

Diferentes! Estes Agility Peak Flex da Merrell são mesmo muito diferentes de qualquer modelo anterior da Merrell para Trail!

 

Com uma sola completamente modificada, é o primeiro modelo sem tecnologia Vibram e com uma aposta clara no desenvovimento de tecnologia própria a Merrell criou a tecnologia M-Select™ GRIP, inspirada no esqueleto humano e na zona intermédia a tecnologia Flexconnect™ para um maior amortecimento.

 

20170603_095010878_iOS.jpg

 

A primeira impressão ao calçar os Agility Peak foi algo estranha, uma vez mais por serem tão diferentes do que estava habituado. Sendo bastante altos (33,3mm atrás e 24,3mm na frente) a sensação de contacto ao solo é menor mas o conforto do amortecimento maior.

 

No primeiro treino, uma corrida ligeira pelos trilhos do Jamor, confirmei que primero se estranha mas rapidamente se entranha com boas sensações e conforto.

Não são daqueles modelos que demoram muitos km a partir para nos sentirmos bem a correr com eles e não deixaram qualquer parte do pé marcada ou com bolhas, como ja me aconteceu antes na estreia de outros modelos.

 

A primeira impressão foi bem positiva!

 

Fiquem com algumas imagens deste novo modelo:

 

20170531_130524998_iOS.jpg

 

 

20170603_100531004_iOS.jpg

20170603_095505476_iOS.jpg

20170531_130459563_iOS.jpg

20170603_100512987_iOS.jpg

 

Após a primeira sensação já corri mais algumas vezes com os Agility Peak, inclusive nos 32Km que fiz no Ecologic TrailRun Azores, a conclusão final será apresentada muito em breve na review final!

 

20170617_074823799_iOS.jpg

A corrida cria empatia - um exemplo prático

IMG_8435.jpg

A semana passada escrevi um artigo sobre o livro de William Pullen: Corra pela sua felicidade”  e sobre a Terapia de Corrida Dinâmica. Basicamente, no seu livro, o William apresenta uma abordagem nova e radical ao mindfulness, que tem origem no nosso próprio corpo e no seu movimento. A corrida pode ser muito enriquecedora quer estejamos à procura de formas para lidar com a ansiedade, a raiva, a mudança ou a tomada de uma decisão.

 

"Corra pela sua Felicidade" apresenta planos de exercícios mentais apropriados a cada uma das necessidades (tanto para prática individual, em par ou grupo) inspirados no mindfulness e na Terapia Cognitiva de Comportamento, criados especificamente para serem praticados enquanto corremos ou fazemos caminhadas.

 

A Terapia de Corrida Dinâmica é uma abordagem holística para a vida, reunindo, em perfeita harmonia, a mente e o corpo, e combinando o poder de ambos para mostrar como podemos atingir o nosso potencial máximo.

 

E em termos práticos, como é a Terapia de Corrida Dinâmica?

 

 

Race Report: Arrábida SwimRun

18922897_1339042346189034_946654303662358795_o (1)

O Arrábida SwimRun foi a primeira prova de SwimRun realizada em Portugal, o meu primeiro SwimRun, e simplesmente ADOREI a experiência!

 

Este é o melhor resumo que posso fazer de tudo o que vivi no passado domingo, dia 4, nesta fantástica prova.

 

Já explicámos aqui no blog o que é o SwimRun e na entrevista que fizemos à organização demos a conhecer como ia ser a primeira edição em terras lusas.

 

Mas uma coisa é falar, outra é fazer, e sendo novidade e um desafio, não poderiamos faltar.

 

 

A corrida como terapia - conheçam William Pullen

IMG_20170605_165734.jpg

Fiquei super entusiasmada quando nos convidaram a conhecer o William Pullen, criador da Terapia de Corrida Dinâmica e autor de “Corra pela sua felicidade”, um livro que associa corrida ao ar livre com mindfulness. Na verdade, recentemente tenho-me interessado mais pelo conceito de corrida mindful. Tanto a corrida como o mindfulness são dois conceitos que fazem parte do meu dia-a-dia e combinar os dois parece-me perfeito!

 

Se estás a ler isto, provavelmente corres, fazes jogging ou caminhadas e já experimentaste a sensação feliz e energizante de quem chega ao final de cada uma destas atividades. William Pullen ensina-nos a canalizar essa incrível energia para lidarmos com as nossas emoções e problemas, enquanto corremos ou caminhamos.

 

Fui falar com o William para perceber um pouco mais sobre quem ele é e como funciona isto da corrida mindful e da Terapia de Corrida Dinâmica.

  

 

A recuperação pós ultramaratona - EGT 2017

IMG_1023.JPG 

Já falamos muito sobre preparações para provas grandes e sobre o que fazer e não fazer antes de uma (ultra)maratona. E depois? O que devemos fazer para uma recuperação ótima depois de uma prova intensa e longa

 

Participei nos 49km do Estrela Grande Trail e a recuperação foi incrível. É claro que depois do dia da prova tinha olheiras gigantes e estava cansadita, mas não senti quase dores musculares! Infelizmente, depois da prova dormi muito mal. Estava excitada ainda e tinha os pés tão doridos que tive que sair da cama no meio da noite para comer algo e tomar um analgésico. 

 

No dia depois do EGT, voltei para Lisboa e encontrei-me logo com alguns amigos meus para aproveitar o resto de domingo. Os dois amigos com quem tive disseram-me o mesmo: Bo, por favor não voltes a correr tanto tão cedo. Estava com uma cara de cansada e com olheiras gigantes mas acredito que também tenha sido pela noite mal dormida. Depois de domingo a recuperação foi impecável. Como?

 

Na preparação do EGT fui acompanhada por dois profissionais excelentes: o treinador Paulo Pires da beAPT e a nutricionista Ana Sofia Guerra. Não tenho dúvidas que é graças ao apoio destes dois amigos que a prova correu super bem e, não menos importante, a recuperação foi incrivelmente boa.

18588987_1674128552600567_2841525443980171896_o.jp

Então, com base nesta experiência onde fui acompanhada por especialistas, seguem algumas dicas:
  • "Treinasses" - é óbvio que quanto mais nos preparamos para uma prova dura e intensa, melhor a prova há-de correr e melhor há-de ser a recuperação. Acredito que grande parte da minha excelente recuperação foi graças à uma boa preparação. Podem ler mais sobre a minha preparação física e os treinos com o Paulo Pires da beAPT aqui no blog. 
  • Estratégia durante a prova - fiz a prova conforme a estratégia definido pelo Paulo, conforme podem ler na Race Report. Dessa forma consegui gerir bem o esforço sem "abusar". Assim, também garantimos que chegamos "bem" (dentro dos possíveis, claro) e que a recuperação seja tranquila também.
  • Alimentação antes da prova - durante o tempo de preparação da prova a Ana Sofia Guerra ajudou-me a chegar a um peso melhor para realizar uma prova tão longa através de uma dieta mais cuidada, minimazando o impacto no corpo causada por tantos quilómetros na serra. Além disso, na semana antes da prova tive cuidados adicionais na hidratação e ingestão de hidratos de carbono, preparando o corpo para o esforço intenso e de longa duração.
  • Alimentação durante a prova - também durante  prova tive cuidados com base nas dicas da Ana e do Paulo. O Redrate e a magnesona, por exemplo, não conhecia e sinto que me fizeram muito bem.
  • Alimentação pós-prova - depois da prova, assim que cheguei, tomei uma bebida de recuperação da Gold Nutrition e, além de umas quantas cervejinhas, bebi muuuuita água. Água no pós prova é essencial para repor os níveis de hidratação do corpo que, mesmo com os cuidados extra, foram perturbados com o esforço intenso e prolongado ao sol. Depois, em termos de comida, apostei nas proteínas leves como ovos. E a hidratação adicional não foi só no dia do pós prova, foi também nos dias seguintes.
  • Recuperação ativa - duas semanas de recuperação depois do grande objetivo do EGT fizeram parte do plano de treinos da beATP. Nestas semanas fui nadar, correr calmamente em estrada e plano e rolar de bicicleta. Complementarmente, mantive a minha prática de yoga diária que serviu para cumprir os treinos de flexibilidade que o Paulo tinha prescrito. A natação dois dias depois da prova soube-me tão tão bem! Fez toda a diferença. Recomendo vivamente. Sem impacto e ótimo para evitar as dores causadas pela acumulação de ácido lático ;)
  • Descanso - descanso, descanso, descanso. A Ana fartava-se de me lembrar da importância do descanso, tanto no período de treinos mais intenso, como no período pré e pós prova. Como tenho tendência para a anemia, o descanso é ainda mais importante nesta fase mais exigente fisicamente. Felizmente a Ana lembrava-me disso, pois eu que gosto de festas e copos e com a chegada do verão às vezes descorava este fator importante.

IMG_1041.JPG

Penso que são estes os fatores que contribuíram para a boa recuperação pós prova. Estou super grata ao Paulo por todo o acompanhamento antes, durante e depois da prova. Na verdade, estou tão satisfeita que, no próximo desafio grande que for fazer, vou querer contar com o apoio do Paulo novamente. O mesmo aplica-se à nutricionista Ana. É bom sentir-me mais fit e saudável, principalmente agora, dois meses depois da primeira consulta que tive com a Ana. O meu corpo já perdeu os vestígios dos excessos que cometi durante os meses que vivi na Tailândia e sinto-me mais forte e saudável que nunca!
 
Em termos de próximos desafios, o próximo será mesmo só em termos profissionais - o meu projeto SeaBookings.com. É um negócio altamente sazonal e por isso, agora no verão, quero focar-me nisso. Provas grandes, só lá para Novembro ou Dezembro. Até lá, vou correndo, claro, mas quando e como me apetecer, sem planos nem objetivos.
 
Boas corridas!

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D